29 janeiro 2018

Melatonina


Especialista alerta para consumo excessivo e desregulado de melatonina no Brasil
Disponível em farmácias graças a decisão judicial, substância pode ajudar qualidade do sono, mas tem sido prescrita para fins diversos; se usada em excesso, pode desencadear diabetes e outros problemas.


A melatonina, substância conhecida por sua função de induzir o sono, não tem registro no Brasil como medicamento. No entanto, pode ser encontrada desde 2017 em farmácias de manipulação após uma decisão judicial contrariar resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e autorizar sua importação. Seu consumo tem sido considerado excessivo por especialistas, que apontam os riscos de efeitos colaterais.
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Melatonina não tem registro no Brasil, mas pode ser comercializada graças a decisão judicial
Melatonina não tem registro no Brasil, mas pode ser comercializada graças a decisão judicialFoto: Getty Images / BBCBrasil.com"É muita gente tomando e muito médico prescrevendo", afirma José Cipolla Neto, professor de fisiologia no Instituto de Ciências Biomédicas da USP e pesquisador sobre os efeitos fisiológicos e mecanismos de ação da melatonina.

Trata-se de um hormônio naturalmente produzido pela glândula pineal, uma pequena glândula endócrina localizada próxima da região central do cérebro. O papel mais comum da melatonina é sinalizar para os órgãos humanos que a noite chegou e preparar o organismo para adormecer. Por isso, é comumente usada por insones para melhorar a qualidade do sono.
Mas a substância também tem papel no controle da ingestão alimentar, na síntese e na ação da insulina nas células, entre outros. Por seu efeito variado, o hormônio caiu no gosto de pessoas em diversos países.
Na internet, é ofertado para auxiliar no emagrecimento, no combate ao diabetes, no controle de enxaqueca e até mesmo na proteção contra os danos do mal de Alzheimer - embora não haja consenso científico sobre esses supostos benefícios.
Apesar de necessária ao organismo, a substância tem contraindicações. De acordo com a Anvisa, "há riscos associados à utilização da melatonina que não podem ser ignorados": o consumo de medicamentos contendo a substância pode causar inchaço da pele, boca ou língua, perda de consciência, depressão, irritabilidade, nervosismo, ansiedade, aumento da pressão arterial e função anormal do fígado, entre outros problemas.
Abuso
Mas os possíveis efeitos negativos do consumo do hormônio não espantam interessados. Somente nos Estados Unidos, onde o produto é vendido como suplemento alimentar e pode ser encontrado em grandes supermercados, pelo menos 3 milhões de pessoas consomem a substância frequentemente.
De acordo com estimativas do Centro Nacional para Saúde Complementar e Integrada do governo americano, o uso de melatonina mais que dobrou entre 2007 e 2012, mesmo com a ausência de informações suficientes sobre seus efeitos no longo prazo nem consenso sobre sua eficácia como indutora do sono.
Substância tem sido prescrita sem levar em conta seus efeitos adversos, como aumento na pressão arterial, alerta pesquisador
Substância tem sido prescrita sem levar em conta seus efeitos adversos, como aumento na pressão arterial, alerta pesquisadorFoto: Getty Images / BBCBrasil.comNo Brasil, a Anvisa diz não ter dados de consumo ou de venda. A Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), que responde pelas farmácias de manipulação, disse que também não tem estimativas.
Para Cipolla Neto, o cenário é de uso em excesso e, em alguns casos, de abuso. "Nos EUA tem muita gente tomando indiscriminadamente, o que é uma tragédia, e nós estamos indo para esse mesmo cenário aqui", diz. Segundo ele, a liberação de um medicamento nacional ajudará a Anvisa a ter mais controle sobre o consumo.
"A questão é criar (a percepção de) que não é uma balinha e que precisa ser administrada de forma adequada. Do contrário, pode trazer consequências sérias", afirma.
Com receita
No Brasil, pacientes podem comprar formulações preparadas pelas farmácias de manipulação, desde que com receita médica. De acordo com a Anfarmag, os remédios manipulados podem ser preparados em cápsulas ou em formas farmacêuticas líquidas. Não há padrão para as doses, que são definidas pelos médicos caso a caso.
Desde 2017, esses estabelecimentos compram o insumo farmacêutico ativo da empresa Active Pharmaceutica Ltda. - ME, que vem importando a substância para o Brasil após vencer ação contra a Anvisa e conseguir a liberação de maneira judicial.
Em nota, a Anvisa disse que resolução do órgão proíbe "a importação e comercialização de insumos farmacêuticos destinados à fabricação de medicamentos que ainda não tiverem a sua eficácia terapêutica avaliada" pela agência e que "não é possível comercializar melatonina como insumo farmacêutico ativo no Brasil".
Questionado sobre a atividade da Active Pharmaceutica Ltda. - ME, o órgão não respondeu se recorreu ou se irá recorrer da decisão.
De acordo com a agência, medicamentos só recebem registro no país após ensaios clínicos comprovarem sua segurança e eficácia. No momento, pelo menos um laboratório brasileiro faz ensaios clínicos com a melatonina.
Em agosto de 2016, o Aché Laboratórios Farmacêuticos recebeu o aval da agência para fazer testes com o fármaco. Questionada sobre quando espera submeter resultados a Anvisa e se espera desenvolver um produto comercial a partir dos estudos, a empresa não respondeu.
Melatonina é o hormônio que o corpo produz para sinalizar para os órgãos humanos que a noite chegou e preparar o organismo para adormecer
Melatonina é o hormônio que o corpo produz para sinalizar para os órgãos humanos que a noite chegou e preparar o organismo para adormecerFoto: Getty Images / BBCBrasil.comIndicações e riscos
A melatonina começa a ser produzida pelo organismo por volta das 20h, e uma das primeiras sensações que provoca é a de sono. Seus efeitos, contudo, também são sentidos no metabolismo, que se modifica para entrar em jejum; no sistema cardiovascular, que irá reduzir a pressão arterial; e na temperatura corpórea, entre outros, para o corpo adentrar o sono.
Porém, se tomada em excesso e fora do horário de produção natural pelo organismo, pode desencadear doenças crônicas, como diabetes. "A quantidade que precisa ser administrada para o paciente no começo da noite não pode ser grande o suficiente para permanecer (no organismo) durante o dia. Do contrário, pode trazer resistência insulínica pela manhã para o indivíduo, o que significa iniciar o desenvolvimento de um quadro diabético", explica Cipolla Neto.
Uma das indicações comuns da melatonina é para idosos. O envelhecimento reduz naturalmente a produção da substância e, nesses casos, é recomendada a sua reposição. "Após certa idade, a glândula pineal reduz a produção de melatonina, às vezes até 20% do que quando jovem", afirma o médico.
No entanto, pessoas jovens vêm usando o medicamento cada vez mais cedo, em parte para combater a insônia crescente, exacerbada pela exposição prolongada a equipamentos eletrônicos. "A produção normal de melatonina só existe em condição de noite escura", explica.
Porém, a presença da luz azul em celulares e computadores sinaliza ao organismo que ainda é dia e, com isso, pode atrasar a produção do hormônio, gerando dificuldades para dormir. "A sociedade está ficando acostumada a isso, com pessoas reduzindo a produção de melatonina."
Pesquisa
Luz de celulares confunde o organismo, que reduz a produção de melatonina
Luz de celulares confunde o organismo, que reduz a produção de melatoninaFoto: Getty Images / BBCBrasil.comAo mesmo tempo, na USP de Ribeirão Preto, um grupo de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas estuda outras aplicações para a melatonina. Uma das linhas de pesquisa é o uso do hormônio em doses terapêuticas para evitar lesões cardiovasculares em pacientes portadores da doença de chagas.
O mal é transmitido a partir do contato com as fezes dos insetos vetores, conhecidos como "barbeiro", e pode virar uma condição crônica. A consequência mais grave são lesões no coração, causadas pela resposta imunológica do organismo - as células de defesa agem de maneira intensa para exterminar o parasita causador da doença, mas também machucam o órgão.
"A melatonina age nas nossas células brancas e promove resposta inflamatória potente", explica José Clóvis do Prado Júnior, professor-associado do Departamento de Análises Clínicas Toxicológicas e Bromatológicas da faculdade.
A substância também induz uma resposta imunológica anti-inflamatória e ajuda a proteger o coração na fase crônica da doença de chagas, explica o pesquisador. "Fizemos controle de paciente chagásico com e sem melatonina. Naqueles que receberam a melatonina, os marcadores de lesão cardíaca mostravam lesões menores", diz.
O estudo foi feito com animais e testes clínicos com humanos devem ser feitos em breve. Prado Júnior espera que pesquisas como a sua, que comprovem os benefícios da melatonina, auxiliem na liberação da substância no país. "Se essas pesquisas mostrarem benefícios no paciente chagásico, acredito que a Anvisa irá liberar."
Para o pesquisador, ainda há muito a ser descoberto sobre o hormônio, alvo de ensaios entre médicos gregos ainda no século 1.
"A melatonina é quem regula tudo, a hora que cada hormônio deve entrar em ação. Filósofos antigos (Descartes) achavam que a glândula pineal era a sede da alma humana porque ela que conduzia os ritmos do organismo. E é ali que está a produção da melatonina."










Especialista alerta para consumo excessivo e desregulado de melatonina no Brasil

Disponível em farmácias graças a decisão judicial, substância pode ajudar qualidade do sono, mas tem sido prescrita para fins diversos; se usada em excesso, pode desencadear diabetes e outros problemas.

29 JAN2018
09h24
atualizado às 10h38
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A melatonina, substância conhecida por sua função de induzir o sono, não tem registro no Brasil como medicamento. No entanto, pode ser encontrada desde 2017 em farmácias de manipulação após uma decisão judicial contrariar resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e autorizar sua importação. Seu consumo tem sido considerado excessivo por especialistas, que apontam os riscos de efeitos colaterais.


Melatonina não tem registro no Brasil, mas pode ser comercializada graças a decisão judicial
Melatonina não tem registro no Brasil, mas pode ser comercializada graças a decisão judicial
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com
"É muita gente tomando e muito médico prescrevendo", afirma José Cipolla Neto, professor de fisiologia no Instituto de Ciências Biomédicas da USP e pesquisador sobre os efeitos fisiológicos e mecanismos de ação da melatonina.
Trata-se de um hormônio naturalmente produzido pela glândula pineal, uma pequena glândula endócrina localizada próxima da região central do cérebro. O papel mais comum da melatonina é sinalizar para os órgãos humanos que a noite chegou e preparar o organismo para adormecer. Por isso, é comumente usada por insones para melhorar a qualidade do sono.
Mas a substância também tem papel no controle da ingestão alimentar, na síntese e na ação da insulina nas células, entre outros. Por seu efeito variado, o hormônio caiu no gosto de pessoas em diversos países.
Na internet, é ofertado para auxiliar no emagrecimento, no combate ao diabetes, no controle de enxaqueca e até mesmo na proteção contra os danos do mal de Alzheimer - embora não haja consenso científico sobre esses supostos benefícios.
Apesar de necessária ao organismo, a substância tem contraindicações. De acordo com a Anvisa, "há riscos associados à utilização da melatonina que não podem ser ignorados": o consumo de medicamentos contendo a substância pode causar inchaço da pele, boca ou língua, perda de consciência, depressão, irritabilidade, nervosismo, ansiedade, aumento da pressão arterial e função anormal do fígado, entre outros problemas.

Abuso

Mas os possíveis efeitos negativos do consumo do hormônio não espantam interessados. Somente nos Estados Unidos, onde o produto é vendido como suplemento alimentar e pode ser encontrado em grandes supermercados, pelo menos 3 milhões de pessoas consomem a substância frequentemente.
De acordo com estimativas do Centro Nacional para Saúde Complementar e Integrada do governo americano, o uso de melatonina mais que dobrou entre 2007 e 2012, mesmo com a ausência de informações suficientes sobre seus efeitos no longo prazo nem consenso sobre sua eficácia como indutora do sono.


Substância tem sido prescrita sem levar em conta seus efeitos adversos, como aumento na pressão arterial, alerta pesquisador
Substância tem sido prescrita sem levar em conta seus efeitos adversos, como aumento na pressão arterial, alerta pesquisador
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com
No Brasil, a Anvisa diz não ter dados de consumo ou de venda. A Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), que responde pelas farmácias de manipulação, disse que também não tem estimativas.
Para Cipolla Neto, o cenário é de uso em excesso e, em alguns casos, de abuso. "Nos EUA tem muita gente tomando indiscriminadamente, o que é uma tragédia, e nós estamos indo para esse mesmo cenário aqui", diz. Segundo ele, a liberação de um medicamento nacional ajudará a Anvisa a ter mais controle sobre o consumo.
"A questão é criar (a percepção de) que não é uma balinha e que precisa ser administrada de forma adequada. Do contrário, pode trazer consequências sérias", afirma.

Com receita

No Brasil, pacientes podem comprar formulações preparadas pelas farmácias de manipulação, desde que com receita médica. De acordo com a Anfarmag, os remédios manipulados podem ser preparados em cápsulas ou em formas farmacêuticas líquidas. Não há padrão para as doses, que são definidas pelos médicos caso a caso.
Desde 2017, esses estabelecimentos compram o insumo farmacêutico ativo da empresa Active Pharmaceutica Ltda. - ME, que vem importando a substância para o Brasil após vencer ação contra a Anvisa e conseguir a liberação de maneira judicial.
Em nota, a Anvisa disse que resolução do órgão proíbe "a importação e comercialização de insumos farmacêuticos destinados à fabricação de medicamentos que ainda não tiverem a sua eficácia terapêutica avaliada" pela agência e que "não é possível comercializar melatonina como insumo farmacêutico ativo no Brasil".
Questionado sobre a atividade da Active Pharmaceutica Ltda. - ME, o órgão não respondeu se recorreu ou se irá recorrer da decisão.
De acordo com a agência, medicamentos só recebem registro no país após ensaios clínicos comprovarem sua segurança e eficácia. No momento, pelo menos um laboratório brasileiro faz ensaios clínicos com a melatonina.
Em agosto de 2016, o Aché Laboratórios Farmacêuticos recebeu o aval da agência para fazer testes com o fármaco. Questionada sobre quando espera submeter resultados a Anvisa e se espera desenvolver um produto comercial a partir dos estudos, a empresa não respondeu.


Melatonina é o hormônio que o corpo produz para sinalizar para os órgãos humanos que a noite chegou e preparar o organismo para adormecer
Melatonina é o hormônio que o corpo produz para sinalizar para os órgãos humanos que a noite chegou e preparar o organismo para adormecer
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Indicações e riscos

A melatonina começa a ser produzida pelo organismo por volta das 20h, e uma das primeiras sensações que provoca é a de sono. Seus efeitos, contudo, também são sentidos no metabolismo, que se modifica para entrar em jejum; no sistema cardiovascular, que irá reduzir a pressão arterial; e na temperatura corpórea, entre outros, para o corpo adentrar o sono.
Porém, se tomada em excesso e fora do horário de produção natural pelo organismo, pode desencadear doenças crônicas, como diabetes. "A quantidade que precisa ser administrada para o paciente no começo da noite não pode ser grande o suficiente para permanecer (no organismo) durante o dia. Do contrário, pode trazer resistência insulínica pela manhã para o indivíduo, o que significa iniciar o desenvolvimento de um quadro diabético", explica Cipolla Neto.
Uma das indicações comuns da melatonina é para idosos. O envelhecimento reduz naturalmente a produção da substância e, nesses casos, é recomendada a sua reposição. "Após certa idade, a glândula pineal reduz a produção de melatonina, às vezes até 20% do que quando jovem", afirma o médico.
No entanto, pessoas jovens vêm usando o medicamento cada vez mais cedo, em parte para combater a insônia crescente, exacerbada pela exposição prolongada a equipamentos eletrônicos. "A produção normal de melatonina só existe em condição de noite escura", explica.
Porém, a presença da luz azul em celulares e computadores sinaliza ao organismo que ainda é dia e, com isso, pode atrasar a produção do hormônio, gerando dificuldades para dormir. "A sociedade está ficando acostumada a isso, com pessoas reduzindo a produção de melatonina."

Pesquisa



Luz de celulares confunde o organismo, que reduz a produção de melatonina
Luz de celulares confunde o organismo, que reduz a produção de melatonina
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com
Ao mesmo tempo, na USP de Ribeirão Preto, um grupo de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas estuda outras aplicações para a melatonina. Uma das linhas de pesquisa é o uso do hormônio em doses terapêuticas para evitar lesões cardiovasculares em pacientes portadores da doença de chagas.
O mal é transmitido a partir do contato com as fezes dos insetos vetores, conhecidos como "barbeiro", e pode virar uma condição crônica. A consequência mais grave são lesões no coração, causadas pela resposta imunológica do organismo - as células de defesa agem de maneira intensa para exterminar o parasita causador da doença, mas também machucam o órgão.
"A melatonina age nas nossas células brancas e promove resposta inflamatória potente", explica José Clóvis do Prado Júnior, professor-associado do Departamento de Análises Clínicas Toxicológicas e Bromatológicas da faculdade.
A substância também induz uma resposta imunológica anti-inflamatória e ajuda a proteger o coração na fase crônica da doença de chagas, explica o pesquisador. "Fizemos controle de paciente chagásico com e sem melatonina. Naqueles que receberam a melatonina, os marcadores de lesão cardíaca mostravam lesões menores", diz.
O estudo foi feito com animais e testes clínicos com humanos devem ser feitos em breve. Prado Júnior espera que pesquisas como a sua, que comprovem os benefícios da melatonina, auxiliem na liberação da substância no país. "Se essas pesquisas mostrarem benefícios no paciente chagásico, acredito que a Anvisa irá liberar."
Para o pesquisador, ainda há muito a ser descoberto sobre o hormônio, alvo de ensaios entre médicos gregos ainda no século 1.
"A melatonina é quem regula tudo, a hora que cada hormônio deve entrar em ação. Filósofos antigos (Descartes) achavam que a glândula pineal era a sede da alma humana porque ela que conduzia os ritmos do organismo. E é ali que está a produção da melatonina."

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Janete neves - Janeiro 2018






















19 janeiro 2018

Como escolher uma atividade Física

A escolha da atividade física deve levar em conta o conforto da pessoa e suas condições físicas. Vale experimentar algumas e avaliar como ficou se sentindo depois de praticar a atividade". 

Buscar um nutricionista é essencial para a prática de atividade física, pois a organização da alimentação implica nos resultados da modalidade que a pessoa pretende praticar".

Se o objetivo da atividade física for melhorar ou prevenir doenças coronarianas, vale optar por modalidades aeróbicas - natação, hidroginástica, caminhada e ciclismo. Quando não há restrições, pode escolher também as atividades anaeróbicas - musculação, pilates e sprints". 

O tempo e a intensidade dependem das necessidades da pessoa e de qual é o objetivo da prática. O corpo humano de um adulto precisa de pelo menos 150 min de atividade física aeróbica por semana. Já crianças e adolescentes precisam de 1h por dia. Esse tempo deve ser aliado com práticas anaeróbicas, em duas vezes por semana. Mas vale lembrar que depende muito da preferência do indivíduo, do seu peso e idade".

Faça aquecimentos gerais ou específicos e alongamentos - dentro do que for prescrito por um profissional. Evite submeter o corpo de vez ao exercício, realize aquecimento e também termine a prática aos poucos. Uma outra dica é fazer massagem compressiva na musculatura antes de se exercitar. Após a atividade física, a pessoa deve repor o que perdeu, se alimentando bem e se hidratando.

Antes, opte por uma alimentação rica em carboidratos bons (cereais, raízes, frutas, legumes e verduras), proteínas (ovos, derivados do leite e atum) e boas fontes de gordura (castanha, abacate e coco seco). Após o exercício, a alimentação varia com a modalidade e o objetivo da pessoa. Lembre-se: nenhum alimento é vilão, o que prejudica é o excesso".  

Guilherme Reis: "no início da prática de atividade física, o corpo ainda está passando por um período de adaptação. O uso de suplemento é indicado para pessoas que estão em um nível intermediário ou avançado e precisa potencializar os resultados. O tipo, a marca e a porção por dia deve ser indicada por um nutricionista".

Nos primeiros dias é comum sentir dores? Pode tomar relaxante muscular? 
Guilherme Reis: "é normal sentir dores musculares, mas deve-se evitar tomar remédio. O nosso próprio corpo normaliza as dores, no momento natural de regeneração é que acontece o ganho de massa muscular. As dores também são comuns quando acontece uma mudança de treino (intensidade, tempo e equipamentos)".
Fábio Costa: "a dor muscular tardia é algo normal e esperado, mas se a dor for nas articulações, a pessoa deve sinalizar ao personal e, em caso de persistência, procurar um médico. Se as articulações doerem pode ser resultado de uma execução errada, carga inadequada ou mesmo de uma doença". 

Como funciona o programa de exercício? Guilherme Reis: "o plano de treino deve ser feito por um profissional dentro das limitações da pessoa. Os exercícios precisam estar dentro das indicações do instrutor e qualquer modificação depende do objetivo, da frequência e da adaptação do corpo. Essa adaptação acontece em um período de 2 ou 3 meses. No início, vale treinar em dias intermitentes (dia sim, dia não) e evitar sobrecargas". 

Fábio Costa: "o programa de exercício deve ser feito por um profissional e precedido de um teste de força máxima do músculo para criar uma estratégia de percentuais para o corpo".
Precisa parar a atividade física após uma lesão ou descoberta de doença? 
Fábio Costa: "procure um médico ligado ao esporte para diagnosticar o problema e adaptar a prática de atividade física à sua limitação. Durante o tratamento, vale até mesmo associar com outra modalidade, como pilates, ou com a fisioterapia. O retorno ao plano de exercício deve ser de forma gradativa a recuperação da pessoa em caso de lesão". 

Fábio Almeida: "a depender do diagnóstico, pode ser necessário alterar o tempo e a intensidade ou mudar de atividade física. A pessoa não pode voltar ao sedentarismo, pois a atividade física é um excelente remédio". Ele também alertou que a pessoa precisa ficar a atenta aos sinais do seu corpo. 

Posso seguir a dieta e o treino dos famosos que acompanho nas redes sociais? Guilherme Reis: "fazer o treino de outra pessoa é muito prejudicial à saúde, pode ocasionar lesões. Cada corpo tem as suas necessidades". 

Haroldo Lordello: "seguir dietas de famosos ou modinhas de rede social pode causar um desequilíbrio nutricional. Se você ver um físico que almeja, busque a ajuda de um profissional para ajustar a dieta à sua realidade". 

Quais são as consequências de seguir a realidade de atividade física de outra pessoa ou se exercitar sem orientação ? 

Foto: Reprodução
Haroldo Lordello: "paralisia de membros inferiores, tonturas, perda de memória, deficiência óssea e até a morte". 

Fábio Costa: "Lesões graves com indicação cirúrgica e até a morte".

Entrei na academia agora só vou comer frango e batata doce?
Haroldo Lordello: "A dieta alimentar deve ser rica em nutrientes ao longo do dia. Além disso, aumentar a quantidade de refeição (de 5 a 6 por dia), de acordo com a indicação de um profissional, contribui na aceleração do metabolismo da pessoa e no alcance do resultado esperado". 

Se eu for no nutricionista, só vou comer coisas que não gosto? 

Haroldo Lordello: "O plano de alimentação da pessoa leva em conta a necessidade nutricional e também seus costumes e predileções". 

Comi bem a semana toda. Posso extravasar no fim de semana? 

Haroldo Lordello: "O dia do lixo não é uma prática adequada, pois causa um desvio calórico muito elevado e afeta os níveis hormonais. A pessoa, após alcançar o resultado com a atividade física e o plano de alimentação, pode se permitir comer besteiras sem excessos". 

A dica geral de todos os profissionais da área de saúde é que as pessoas, independente da idade, busquem fazer alguma atividade física para ter uma melhor qualidade de vida e um envelhecimento saudável.
*Sob supervisão do repórter Guinho Santos.
Fonte: http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/xo-preguica-tudo-que-voce-precisa-saber-para-comecar-a-praticar-atividade-fisica/

Identificar os fatores intrínsecos do indivíduo

Buscando possíveis doenças adquiridas ou congênita - adquirida antes do nascimento ou mesmo posterior a isso, no primeiro mês de vida. Nessa avaliação, são feitos os exames de ecocardiograma e eletro basal - teste ergométrico computadorizado".

Na consulta com o ortopedista, é observado como funciona o corpo da pessoa, limitações e características físicas - doenças ou mesmo a presença de desvio nos membros inferiores". 

Quais as principais orientações para quem quer voltar a fazer atividade fisica ou começar com animo sem desistir

Primeiro é importante que tire um tempo para monitorar sua atual saúde, indo em médicos que façam essa monitoria por você, através de analises e exames

A partir de então já tem um laudo sobre sua atual saúde, então é hora de tentar criar um planejamento

Esse planejamento é fundamental para o seu sucesso e não criar traumas
O planejamento tem Inicio Meio e Fim

Por exemplo quero treinar mais tenho dores no corpo que me impedem essa pratica ou quero começar mas meu trabalho me consome completamente e não sobra tempo.
Essas desculpas são as mais frequentes naqueles que querem mas não conseguem voltar a treinar ou a praticar atividade física

O Planejamento pode ser uma forma de organização ele pode ser feito acompanhado de alguns profissionas multidiciplinares, o que vai depender é analisar onde esta seu problema para escolher o melhor profissional para o atual momento de planejamento.

O resultado que você sonha depende de vários blocos de planejamentos e EVOLUÇÕES, mas se você não começar nunca vai EVOLUIR ai seu sonho se torna um trauma.

Tenho dores pelo corpo - procure um Fisioterapeuta ou Educador Físico para te ajudar em seu planejamento

Tenho pouco tempo - procure um Psicologo ou Educador Físico para te ajudar em seu planejamento

Não tenho energia vivo cansado - Procure um Nutricionista ou Médico para seu planejamento

Ai pronto você pode ser estimulado a organizar melhor seu primeiro planejamento no qual levará a sua primeira evolução que deve ter inicio meio e fim lembrem? Então programe o tempo desse novo planejamento
Normalmente um ciclo de planejamento pode durar de 3 a 12 semanas no máximo

Ao fim do 1o planejamento vendo ou não seus resultados não deve repetir seu planejamento achando que não fez perfeito, afinal perfeição não existe, então agora é hora de sentar com um outro profissional ou você separa um tempo para tentar programar seu novo planejamento. A cada 2 ou 3 planejamentos diferentes você porá voltar ao novo planejamento tentando usa-lo como guia para que nessa nova tentativa você consiga se superar em relação a 1a ai sim verá um resultado de evolução ou não comparado ao 1o planejamento, a não ser que o profissional que te acompanha usa métodos de avaliar o antes e depois de sua evolução de habilidades.

Bom ai por diante certamente seu ano será um ano EVOLUTIVO e respeitando seus limites e seu particular você conseguirá se tornar uma pessoa no caminho certo sem sabotagens

Abraço
Janete Neves (Nutricionista e Educadora Física)